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Riscos Psicossociais Descomplicados
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🏢 Colaboradores + Lideranças
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01
Módulo 1
Introdução
Compreender o que são os riscos psicossociais no trabalho, por que eles afetam a saúde e o bem-estar das pessoas, e qual o papel de cada um na construção de um ambiente emocionalmente seguro.
5 aulas
Conceituação
Sensibilização
Empatia
1
Trabalho dói? Não deveria.
Reflexão inicial sobre a normalização do sofrimento psíquico no trabalho.
Resumo
Esta aula provoca uma reflexão inicial sobre as dores emocionais no trabalho e a normalização do sofrimento psíquico. Abre espaço para questionar: o trabalho precisa ser assim? A aula apresenta a ideia de que o sofrimento não pode ser naturalizado e que nem todo sofrimento é visível — às vezes a pessoa está sorrindo, trabalhando, entregando tudo, e por dentro está em pedaços.
Objetivos
- Compreender que sofrimento psicológico no trabalho não é normal nem inevitável
- Refletir criticamente sobre experiências pessoais de dor emocional no trabalho
- Valorizar ambientes que promovem segurança e bem-estar coletivo
Atividade: cenário de dilema — como você reagiria diante de um colega em sofrimento?
2
O que são os riscos psicossociais
Conceito, exemplos práticos e diferença em relação a outros tipos de risco ocupacional.
Resumo
O conceito de riscos psicossociais é apresentado de forma clara e acessível, com analogias ao mundo físico (fio desencapado, caixa fora do lugar). São situações que afetam a mente, o equilíbrio emocional e as relações — e que, com o tempo, podem afetar também o corpo, a motivação e a saúde como um todo. A aula diferencia esses riscos dos riscos físicos e ergonômicos e apresenta exemplos do cotidiano: sobrecarga, ritmo por máquina, isolamento, comunicação ruim, contradições de tarefas.
Objetivos
- Identificar o que caracteriza um risco psicossocial
- Diferenciar riscos psicossociais de outros tipos de risco ocupacional
- Reconhecer exemplos práticos desses riscos no dia a dia de trabalho
3
Por que isso é relevante para você
Impactos pessoais e coletivos dos riscos psicossociais e engajamento como agente de transformação.
Resumo
Aula que conecta o tema à experiência pessoal de cada colaborador. Os problemas psicológicos e emocionais não ficam na porta da empresa ao bater o ponto — eles vão para casa, para a cama, para o corpo e para os relacionamentos. Explica os impactos concretos: depressão, burnout, ansiedade, problemas físicos. Apresenta o argumento de que mesmo quem não está sofrendo tem papel ativo como agente de cuidado — o curso funciona como um "primeiros socorros da saúde mental".
Objetivos
- Relacionar os riscos psicossociais à própria experiência de trabalho
- Compreender as consequências desses riscos para a saúde e a qualidade de vida
- Engajar-se no papel de agente de transformação no ambiente de trabalho
4
Contexto da empresa e das pessoas
Escuta ativa, diversidade de histórias e como o contexto organizacional influencia o bem-estar.
Resumo
Traz o contexto da empresa e da realidade dos trabalhadores, valorizando a escuta ativa e a diversidade de histórias que atravessam o ambiente de trabalho. O que parece preguiça pode ser exaustão; o que parece grosseria pode ser medo; o que parece desinteresse pode ser depressão. A aula propõe exercícios de observação e escuta para sair do piloto automático.
Objetivos
- Analisar o ambiente de trabalho considerando múltiplas realidades e contextos
- Refletir sobre como a organização do trabalho influencia o bem-estar individual
- Valorizar a empatia e o acolhimento como base para a transformação coletiva
Exercício: observar duas pessoas do trabalho — uma próxima, outra distante — e descobrir algo novo sobre cada uma.
5
Trabalho em equipe e empatia
O impacto das relações interpessoais, o valor da empatia e como a colaboração cria ambientes mais saudáveis.
Resumo
Discute o que realmente significa empatia no ambiente de trabalho — não sentir pena, não concordar com tudo, mas tentar entender como o outro se sente no lugar onde está. Apresenta exemplos práticos de empatia no cotidiano e introduz o conceito de colaboração: não apenas ajudar, mas construir um jeito de trabalhar em que ninguém se sente sozinho.
Objetivos
- Explicar a importância da empatia genuína nas relações de trabalho
- Demonstrar comportamentos empáticos e colaborativos aplicáveis no dia a dia
- Aplicar princípios de respeito e escuta ativa nas interações em equipe
02
Módulo 2
Os Riscos Psicossociais
Reconhecer os principais riscos psicossociais no ambiente de trabalho, saber como identificá-los e agir de forma segura, acolhedora e responsável diante de cada um deles.
7 aulas
Sobrecarga
Assédio
Discriminação
Insegurança
6
Organização do trabalho: carga, ritmo e pressão
Excesso de demandas, metas inatingíveis, jornadas longas e pressão constante — como identificar e o que fazer.
Resumo
Explora os riscos associados ao excesso de trabalho, demandas mal definidas, jornadas longas e pressão contínua. Aborda tarefas que chegam de todos os lados sem ordem, metas que mudam o tempo todo, ritmo definido por máquina ou por chefe que não escuta, reuniões em cima da hora e mensagens fora do expediente. Apresenta sinais de alerta e orientações práticas para quem se identifica com esse cenário.
Objetivos
- Identificar situações de sobrecarga e pressão contínua no ambiente de trabalho
- Analisar os impactos dessas situações na saúde, no desempenho e no clima da equipe
- Aplicar estratégias de autocuidado e saber com quem falar ao reconhecer os sinais
Exercício: autoavaliação de carga e ritmo de trabalho.
7
Comunicação, liderança e relações interpessoais
Como falhas de comunicação, isolamento e ausência de apoio geram sofrimento — e caminhos para melhorar.
Resumo
Mostra como falhas de comunicação, isolamento, ausência de feedback e falta de apoio da liderança podem gerar sofrimento real. Ordens mal dadas, promessas não cumpridas, brincadeiras que passam do limite, gente que fala demais e gente que nunca escuta. Quando a comunicação falha, a confiança quebra — e sem confiança não existe equipe, existe só gente se protegendo.
Objetivos
- Reconhecer sinais de falhas relacionais e de comunicação no ambiente de trabalho
- Refletir sobre o papel da liderança e da escuta ativa nas relações de equipe
- Planejar ações concretas para buscar apoio e melhorar a comunicação
Exercício: autoavaliação das relações e da comunicação no trabalho.
8
Estilo de liderança e gestão
Microgestão, autoritarismo e ausência de clareza — como cada estilo afeta o clima emocional e o que fazer.
Resumo
Debate estilos de liderança e suas consequências no clima emocional. Apresenta três estilos que mais causam sofrimento: microgestão (controle excessivo que gera ansiedade e desmotivação), autoritarismo (trabalho por medo, não por engajamento) e ausência de direção (metas que mudam, falta de clareza, insegurança). Orienta como identificar esses padrões e como dialogar para buscar mudança.
Objetivos
- Distinguir estilos de liderança e seus efeitos sobre a equipe
- Avaliar como a liderança recebida (ou exercida) impacta o bem-estar coletivo
- Identificar caminhos para diálogo e alinhamento com a liderança
Exercício: autoavaliação do estilo de liderança (próprio ou percebido).
9
Assédio moral e sexual
O que é, como identificar, por que nunca é normal e como reagir e denunciar com segurança.
Resumo
Explica o que é assédio moral (condutas abusivas repetidas que humilham, perseguem ou desestabilizam) e assédio sexual (palavras, gestos ou atitudes de caráter sexual sem consentimento). Apresenta exemplos concretos de cada tipo, desmonta a ideia de que o silêncio protege e orienta o passo a passo para reagir: reconhecer, registrar, falar com alguém de confiança, usar os canais institucionais. Reforça que a culpa nunca é da vítima.
Objetivos
- Identificar situações de assédio moral e sexual com clareza e segurança
- Compreender as formas adequadas de denunciar e buscar apoio institucional
- Valorizar o papel da escuta e da denúncia como proteção coletiva
10
Discriminação (gênero, raça, idade e outros)
Formas de discriminação no trabalho, seus impactos e como promover um ambiente mais justo.
Resumo
Discute formas de discriminação por raça, gênero, idade, deficiência, orientação sexual, religião e aparência — tanto escancaradas quanto disfarçadas de "opinião" ou "brincadeira". Apresenta exemplos que parecem pequenos mas machucam, e propõe três ações: reconhecer, ouvir e se posicionar. Diversidade não é moda — é respeito. Inclusão não é favor — é justiça.
Objetivos
- Reconhecer diferentes formas de discriminação, incluindo as mais sutis
- Refletir sobre os efeitos da discriminação na saúde e no clima da equipe
- Engajar-se na promoção de um ambiente mais justo e inclusivo
Exercício: autoavaliação sobre diversidade e inclusão.
11
Insegurança e incerteza
Medo de demissão, instabilidade contratual e como a falta de clareza sobre o futuro afeta a saúde emocional.
Resumo
Aborda o medo da demissão, a instabilidade contratual, a terceirização em cadeia, a falta de plano de carreira e a chegada de novas tecnologias sem aviso. Trabalhar sob ameaça constante é como viver pisando em ovos — o corpo entra em estado de alerta, a motivação some, vêm o cansaço, a insônia e a dor. Discute o que a empresa pode fazer (comunicação transparente, planejamento conjunto de carreira) e o que o colaborador pode buscar.
Objetivos
- Compreender o impacto da insegurança e da incerteza no bem-estar emocional
- Refletir sobre estratégias individuais e organizacionais para lidar com incertezas
- Identificar canais de apoio institucional e psicológico disponíveis
Exercício: autoavaliação do grau de insegurança percebida.
12
Desequilíbrio trabalho-vida
Limites entre trabalho e vida pessoal, invasão do tempo livre e estratégias de autorregulação.
Resumo
Fala sobre os limites entre trabalho e vida pessoal — cansaço que não passa nem no fim de semana, perda de interesse por coisas que se gostava, sensação de culpa ao descansar. O mundo do trabalho não tem freio. Apresenta sinais práticos de desequilíbrio e estratégias: colocar limites, negociar prioridades, estabelecer horários de descanso. O valor de uma pessoa não está no quanto produz — está no quanto vive.
Objetivos
- Identificar sinais concretos de desequilíbrio entre vida pessoal e profissional
- Planejar estratégias de limites, autocuidado e autorregulação
- Buscar espaços de escuta e acolhimento quando necessário
Exercício: autoavaliação da conciliação vida-trabalho.
03
Módulo 3
Impactos dos Riscos Psicossociais
Compreender os impactos dos riscos psicossociais na saúde individual, na produtividade e no ambiente organizacional, com base em dados, evidências e casos reais.
4 aulas
Saúde Mental
Burnout
Dados & Evidências
13
Consequências para a saúde mental e física
Ansiedade, depressão, burnout e doenças físicas — como o sofrimento emocional se manifesta no corpo.
Resumo
Apresenta três grupos de impacto reconhecidos pela OMS e pela OIT: Transtornos Mentais Comuns (TMCs), como ansiedade, depressão e irritabilidade crônica; Burnout, condição oficialmente reconhecida com três sinais principais (esgotamento crônico, distanciamento emocional e redução da eficácia pessoal); e doenças físicas relacionadas ao estresse prolongado, como tensão muscular, insônia persistente, alterações hormonais e pressão alta. Esses sintomas não são "problema da pessoa" — são resposta a um ambiente adoecedor.
Objetivos
- Descrever os principais sintomas associados à exposição a riscos psicossociais
- Relacionar esses sintomas ao cotidiano do trabalho de forma concreta
- Reconhecer a importância de buscar ajuda precoce e os canais disponíveis
14
Efeitos na produtividade e no clima organizacional
Como o sofrimento emocional afeta o desempenho, o engajamento e o ambiente da equipe.
Resumo
Apresenta como os riscos psicossociais afetam a produtividade, o engajamento e o clima organizacional de forma mensurável. O sofrimento emocional não fica na cabeça — ele aparece em erros, retrabalho, absenteísmo, rotatividade e queda de qualidade. Discute o impacto coletivo: quando um colaborador está mal, o time inteiro sente. Apresenta práticas que favorecem o bem-estar e a performance.
Objetivos
- Analisar os efeitos do sofrimento emocional no desempenho individual e coletivo
- Refletir sobre o impacto sistêmico dos riscos psicossociais na organização
- Identificar práticas que favorecem o bem-estar e a performance no time
15
Casos reais e estatísticas
Histórias reais e dados nacionais e internacionais sobre a gravidade e a frequência dos riscos psicossociais.
Resumo
Compartilha estatísticas da OMS, OIT e INSS sobre saúde mental no trabalho no Brasil, e apresenta histórias reais de trabalhadores — Ana, que passou dois anos ouvindo piadinhas do chefe até um diagnóstico de depressão, e Paulo, operador de logística que entrou em burnout sem que ninguém percebesse. Mas também histórias de superação: equipes que mudaram, lideranças que transformaram o jeito de cobrar, empresas que criaram espaços de escuta reais.
Objetivos
- Interpretar estatísticas sobre saúde mental no trabalho no Brasil e no mundo
- Empatizar com histórias reais de sofrimento e superação no ambiente laboral
- Valorizar ações concretas de prevenção e acolhimento
16
O que fazer?
Caminhos de prevenção, mitigação e suporte — o que cada colaborador pode fazer, independente do cargo.
Resumo
Responde à pergunta mais frequente ao final do módulo: "tá, mas o que EU posso fazer? Sou só um colaborador." A resposta é clara: você pode muito. Prevenir risco psicossocial não depende de cargo — depende de consciência. Apresenta três frentes de ação: se observar (olhar para dentro), ouvir os outros de verdade, e não se calar diante do que machuca. Inclui checklist de saúde mental como material bônus.
Objetivos
- Planejar ações individuais e coletivas de proteção à saúde mental
- Conhecer os canais disponíveis de apoio institucional e psicológico
- Assumir papel ativo na prevenção dos riscos psicossociais
Bônus: Checklist da minha saúde mental.
04
Módulo 4
Trabalhando Juntos: Comportamentos Seguros e Acolhedores
Promover comportamentos que fortalecem a segurança emocional, a escuta e a cultura de cuidado entre colegas — com ferramentas práticas para situações reais.
3 aulas
CNV
Conflitos
Canais de Denúncia
17
Como agir em situações de risco ou conflito
Primeiros passos diante de conflitos emocionais, apoio não violento e atuação com empatia e responsabilidade.
Resumo
Ensina como intervir de forma segura e respeitosa em situações de tensão, conflito ou sofrimento. Você não precisa ser "o salvador" nem saber tudo — mas pode ser alguém que acolhe, escuta, não agride e orienta. Apresenta quatro passos: observar sem julgar, oferecer presença (não solução), falar com respeito mesmo diante do erro, e saber quando pedir ajuda. Inclui três cenários práticos como atividade de reflexão.
Objetivos
- Descrever os primeiros passos concretos diante de conflitos emocionais no trabalho
- Aplicar estratégias de apoio não violento em situações reais
- Atuar com responsabilidade, empatia e clareza sobre os próprios limites
Atividade: três cenários de conflito com perguntas de reflexão — "o que você faria? O que evitaria?"
18
Comunicação Não Violenta (CNV)
Os quatro passos da CNV de Marshall Rosenberg e como aplicá-los em conversas difíceis do dia a dia.
Resumo
Apresenta a Comunicação Não Violenta, desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg — uma abordagem para enfrentar conversas difíceis com clareza, sem agressão e sem passividade. Detalha os quatro passos: Observação (descrever o que aconteceu sem julgamento), Sentimento (compartilhar como você se sentiu), Necessidade (explicar o que estava por trás desse sentimento) e Pedido (propor um caminho construtivo). CNV não é "falar fofinho" — é ter conversas honestas sem virar confronto.
Objetivos
- Descrever os quatro elementos da Comunicação Não Violenta e sua aplicação
- Utilizar a CNV para melhorar o diálogo em situações de desacordo ou tensão
- Aplicar a técnica em situações desafiadoras do cotidiano de trabalho
19
Canais de escuta e denúncia
Como usar os canais institucionais com segurança, ética e responsabilidade — e por que denunciar protege a todos.
Resumo
Apresenta os canais institucionais de escuta e denúncia disponíveis — não como "caixas de reclamação", mas como ferramentas formais reconhecidas pela legislação e pelas boas práticas de SST. Orienta como usar esses canais de forma clara, objetiva e ética: o que relatar, como guardar registros, qual o foco (interromper comportamentos, não atacar pessoas). Aborda também canais externos quando o canal interno não gera segurança.
Objetivos
- Conhecer os canais formais disponíveis na empresa para escuta e denúncia
- Confiar na proteção institucional e entender como a identidade é preservada
- Utilizar esses canais de forma segura, ética e com responsabilidade coletiva
05
Módulo 5
O Papel da Liderança na Segurança Psicológica
Desenvolver competências de liderança empática, segura e responsável, promovendo ambientes de trabalho emocionalmente saudáveis e com alto nível de segurança psicológica.
10 aulas
Segurança Psicológica
Escuta Ativa
Feedback
Empatia
20
O que é segurança psicológica?
Conceito de Amy Edmondson, por que é pilar de equipes de alta performance e como avaliar o nível atual do time.
Resumo
Apresenta o conceito desenvolvido por Amy Edmondson (Harvard Business School): segurança psicológica é a confiança de que o ambiente de trabalho permite riscos interpessoais sem punição — que você pode se expressar sem medo de retaliação, constrangimento ou exclusão. É o oposto de um ambiente de medo, silêncio e julgamento. Equipes com alta segurança psicológica erram menos, inovam mais e resolvem problemas antes que explodam.
Objetivos
- Compreender o conceito de segurança psicológica e sua base científica
- Relacionar o nível de segurança psicológica à realidade atual da equipe
- Refletir sobre sua prática como líder ou colaborador influente
21
Os quatro pilares da segurança psicológica
Participação igualitária, aceitação da vulnerabilidade, respeito às diferenças e interdependência com confiança.
Resumo
Detalha os quatro pilares propostos por Amy Edmondson: (1) Participação igualitária — todas as vozes têm o mesmo espaço, ninguém domina pela hierarquia; (2) Aceitação da vulnerabilidade — é possível dizer "não sei", pedir ajuda ou admitir um erro sem humilhação; (3) Respeito às diferenças — diversidade de opinião, formação e identidade é bem-vinda; (4) Interdependência com confiança — saber que pode contar com o outro e que o outro pode contar com você.
Objetivos
- Identificar e descrever os quatro pilares da segurança psicológica na prática
22
Como a liderança influencia o clima emocional do time
Não existe liderança neutra — cada comportamento do líder fortalece ou fragiliza a segurança psicológica.
Resumo
Mostra a correlação direta entre comportamentos de liderança e o bem-estar coletivo. Se você lidera, seu time observa tudo: o tom nas reuniões, como você responde a erros, quem você escuta e quem você ignora, se você admite falhas ou finge que sabe tudo. Toda liderança ou fortalece ou fragiliza a segurança psicológica — não há meio-termo. Apresenta sinais de diagnóstico e pequenos ajustes comportamentais de alto impacto.
Objetivos
- Analisar o impacto emocional da liderança no estado coletivo da equipe
- Avaliar atitudes que fortalecem ou enfraquecem a segurança psicológica
- Identificar ajustes comportamentais concretos para melhorar o clima
23
Estilos de liderança: autoritária, passiva e empática
Comparação dos três estilos e suas consequências para a saúde, o desempenho e a cultura do time.
Resumo
Compara três estilos: liderança autoritária (controle, rigidez, medo — obediência por coerção, não por engajamento), liderança passiva (evita conflito, não decide, gera desorientação e perda de respeito) e liderança empática e responsável (une acolhimento com firmeza — escuta, dá feedback com clareza, toma decisões considerando o grupo). A liderança empática não é fraca: é forte e madura. Estilo não é destino — é escolha e prática.
Objetivos
- Diferenciar com clareza os três estilos de liderança e seus efeitos no time
- Refletir honestamente sobre a própria prática ou vivência como liderado
- Identificar caminhos para desenvolver o estilo empático e responsável
24
Riscos psicossociais causados por lideranças disfuncionais
Sete comportamentos de gestão que geram sofrimento — e o que fazer em cada caso.
Resumo
Lista e aprofunda sete comportamentos disfuncionais de gestão com exemplos reais e alternativas práticas: (1) Gritar ou usar ironia; (2) Ignorar pedidos de ajuda; (3) Dar feedback só quando algo dá errado; (4) Comparar colegas e gerar competição desleal; (5) Não dar clareza sobre expectativas; (6) Tratar tudo como urgente o tempo todo; (7) Ser emocionalmente ausente. Para cada comportamento: o que acontece no time e o que fazer no lugar.
Objetivos
- Identificar os principais padrões de liderança prejudiciais ao bem-estar
- Relacionar cada comportamento disfuncional aos seus impactos emocionais e produtivos
- Substituir comportamentos prejudiciais por alternativas saudáveis de gestão
25
Diferença entre simpatia e empatia
Por que ser simpático não é suficiente — e como praticar empatia genuína sem se afogar nos problemas do time.
Resumo
Explica a diferença entre simpatia (socialmente agradável, mas muitas vezes superficial — "é assim mesmo pra todo mundo", "pelo menos você tem trabalho") e empatia (disposição de ouvir sem julgar, se conectar emocionalmente mesmo sem ter passado pelo mesmo). Apresenta como a empatia reduz tensões, melhora a comunicação e favorece o clima. E alerta para os limites: empatia não é absorver a dor do outro até se esgotar — é lançar uma corda com presença e respeito.
Objetivos
- Diferenciar com precisão simpatia e empatia no contexto da liderança
- Aplicar empatia genuína nas interações cotidianas com a equipe
- Reconhecer os limites saudáveis da empatia para não gerar sobrecarga pessoal
26
Escuta ativa: técnicas práticas
Cinco técnicas concretas para ouvir de verdade — silêncio respeitoso, validação, paráfrase, perguntas abertas e suspensão do julgamento.
Resumo
Apresenta escuta ativa como ferramenta prática de cuidado — estar 100% presente para o que a outra pessoa diz e também para o que não diz. Detalha cinco técnicas: (1) Silêncio respeitoso — não preencher o espaço com conselhos; (2) Validação — reconhecer o sentimento sem necessariamente concordar; (3) Paráfrase — repetir com suas palavras para confirmar compreensão; (4) Perguntas abertas — que convidam à expressão, não ao "sim/não"; (5) Suspensão do julgamento — segurar impulsos de corrigir e minimizar.
Objetivos
- Praticar escuta ativa com as cinco técnicas concretas apresentadas
- Valorizar a escuta como ferramenta central de cuidado e liderança
- Evitar respostas automáticas e julgadoras que fecham o diálogo
27
Como dar feedback com respeito e acolhimento
O que é feedback de verdade, quando dar, e os quatro passos para uma conversa que ajuda sem ferir.
Resumo
Desmonta o mito de que feedback é bronca. Feedback é uma forma de cuidado — quando você diz ao outro: "eu me importo com o que você faz e quero que você cresça." Apresenta os quatro passos de um bom feedback: (1) Descrever o comportamento específico sem julgamento; (2) Dizer qual foi o impacto desse comportamento; (3) Compartilhar a intenção ou preocupação; (4) Propor um caminho construtivo. Diferencia feedback positivo, construtivo e vago — e por que o vago não funciona.
Objetivos
- Planejar feedbacks respeitosos, claros e construtivos usando os quatro passos
- Evitar críticas que desmotivam, ofendem ou geram defesa
- Fortalecer o vínculo com a equipe por meio de conversas honestas e acolhedoras
28
O poder do reconhecimento verbal e informal
Por que elogiar importa, como fazer de forma genuína e o impacto do reconhecimento no engajamento e na saúde emocional.
Resumo
Reconhecimento é uma das ferramentas mais poderosas para fortalecer uma equipe — e uma das mais esquecidas. Não é bajular nem puxar saco: é olhar para o que o outro faz de bom e dizer "eu vi". Discute como o elogio precisa ser sincero e específico para ter impacto real. Apresenta a provocação: como o seu time percebe você? Você reconhece? Ou só fala quando algo está errado? Inclui autodiagnóstico como atividade.
Objetivos
- Demonstrar reconhecimento genuíno e específico no cotidiano do time
- Estimular a valorização de pequenos avanços e comportamentos positivos
- Transformar o clima emocional da equipe por meio de elogios sinceros e regulares
Exercício: autodiagnóstico — "Como meu time me percebe?"
29
Encerramento: o que fazer com tudo isso
Síntese do curso, três próximos passos concretos e o convite para que cada pessoa seja a mudança que o ambiente precisa.
Resumo
Encerramento que integra todo o aprendizado do curso em três próximos passos concretos: (1) Observar — prestar atenção nos sinais de sobrecarga, tensão e sofrimento ao redor e em si mesmo; (2) Conversar — ser a pessoa que inicia a escuta, que convida com cuidado, que pratica CNV e escuta ativa; (3) Proteger — denunciar o que for grave, usar os canais de escuta, não fingir que nada está acontecendo. O caminho da saúde mental no trabalho não é individual — é coletivo. E toda mudança coletiva começa com uma pessoa que decide agir diferente.
Objetivos
- Sintetizar os aprendizados do curso em ações práticas e imediatas
- Comprometer-se com pelo menos um comportamento novo a partir do curso
- Contribuir ativamente para uma cultura organizacional mais humana e segura